quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Barbarie !


A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa,

anunciou nesta quarta-feira a saída do delegado-geral
de Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassuly,
e a demolição da cadeia de Abaetetuba (PA),
onde uma adolescente de 15 anos
que ficou apreendida com 20 homens,
tendo sido vítima de maus tratos, violência e abuso sexual.
A informação é da assessoria de imprensa do governo.
Benassuly afirmou na terça-feira,
durante audiência no Congresso Nacional,
que a jovem apreendida devia ter
algum tipo de "debilidade mental"
ao não manifestar a sua idade.
Ele tentou se justificar dizendo que essa foi
uma hipótese levantada porque ela já havia
sido apreendida em junho deste ano.
A governadora considerou que o delegado
"se expressou de maneira inadequada na
audiência da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal"
e disse que aceitou a saída de Benassuly por considerar
"a sua permanência no cargo é insustentável".
Com o afastamento,
o delegado-geral-adjunto da Polícia Civil do Pará,
Justiniano Alves Junior, assume o cargo de forma interina.
A governadora afirma ainda, em nota, que determinou a
"imediata desativação e
a demolição da área de carceragem da delegacia de Abaetetuba".
"Em seu lugar será construído um Centro de Triagem,
com espaço físico para receber,
em condições adequadas, presos masculinos e femininos",
afirma o comunicado.

Redação Terra
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Debilidade mental devem ter todos os envolvidos
nessa barbarie !



terça-feira, 27 de novembro de 2007

Piada !

"Se comparar a formação intelectual do Fernando Henrique Cardoso,
ele é muito mais estudado do que eu.
Mas é verdade que eu sei governar melhor do que ele", afirmou Lula.
É pra rir .....
hahahahahaha.....

domingo, 25 de novembro de 2007

Mensalão!

Revista Veja de 28/11/2007 entrevista um dos mais destacados juristas brasileiro,
que critica a confusao legal do país
e alerta contra a possibilidade de os acusados do mensalaão saírem impunes.





Saulo Ramos
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Assim caminha nosso país.
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sábado, 24 de novembro de 2007

É o fim da lama !

Sem comentarios !
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Uma Metáfora Perfeita !

Ter um filho com paralisia cerebral é a experiência mais empolgante que existe.
Eu nunca havia imaginado que isso fosse possível. Mas é.
A principal característica de uma criança com paralisia cerebral é a dificuldade que ela encontra para vencer a força da gravidade.
É como se fosse continuamente perseguida por um lutador de judô alucinado, que se diverte em passar-lhe rasteiras e imobilizá-la no chão.
O que ela precisa aprender a fazer, desde o nascimento, é responder aos golpes desse seu adversário gravitacional.
Vai pulando de faixa branca para faixa amarela, de faixa amarela para faixa verde, até atingir o seu limite máximo.
Todas as habilidades motoras que adquirimos de modo automático, através do instinto, ela tenta adquirir com o raciocínio, com o exercício, com a perseverança.
É a luta do intelecto contra a natureza selvagem.
A metáfora perfeita da história da humanidade. Davi contra Golias.
Doutor Jeckyll contra Mr. Hyde.
Uma criança com paralisia cerebral é como a maçã de Newton, que, caindo, revela os mecanismos secretos de funcionamento do mundo.
Quando as pessoas descobrem que meu filho tem paralisia cerebral, costumam olhar para ele com uma mistura de simpatia e condescendência.
Eu olho para ele como se olhasse para um totem, com reverência, devoção, gratidão e sentimento de inferioridade.
Dizem que, por causa da ausência de gravidade, uma criança com paralisia cerebral estaria mais bem preparada do que todos nós para viver na Lua.
Meu filho, portanto, é o homem do futuro, pronto para viagens interplanetárias. Sabe aquele episódio de Jornada nas Estrelas em que alienígenas de uma galáxia distante cismam que o capitão Kirk é a encarnação de Deus?
Pois eu sou como os alienígenas, e meu filho é o capitão Kirk.
O escritor italiano Giuseppe Pontiggia também tem um filho com paralisia cerebral.
Acaba de ser publicado no Brasil o romance que ele escreveu baseado em sua experiência, Nascer Duas Vezes.
Os fatos que ele descreve são comuns a todos aqueles que se vêem nessa situação: a incompetência dos médicos, o terrorismo dos fisioterapeutas, a incapacidade dos pais em aceitar os diagnósticos mais negativos, a dedicação maníaca aos exercícios de reabilitação.
O que não é igual é a reação de cada um.
O protagonista de Pontiggia, por exemplo, é tomado pelo sentimento de culpa.
Ele se convence de que a patologia do filho é uma punição por ter traído a mulher durante a gravidez.
Sente angústia pela condição da criança.
A angústia faz com que se afaste dela, cada vez mais.
Um afastamento que, às vezes, chega a se transformar em ódio.
Comigo aconteceu o contrário: nenhuma culpa, nenhuma angústia, nenhum afastamento.
Mas não é isso o que importa.
Pontiggia, em seu romance, quer demonstrar que o fenômeno da invalidez é muito mais difuso do que se pensa.
Não só a invalidez da menininha surda, ou do diretor de escola manco, ou do sogro senil, e sim a invalidez moral, a invalidez lingüística, a invalidez afetiva. Em relação a essas outras, a invalidez do filho de seu protagonista é apenas mais evidente.
Com a vantagem de que ele está preparado para viagens interplanetárias.

Diogo Mainardi

Isso é so um teste !